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sábado, 21 de maio de 2016

Egypcio - Tihuana



No último domingo (15), na cidade de Araraquara-SP, estava rolando a 16ª Virada Cultural Paulista. E nossa equipe se fez presente e levou um papo com Egypico, do Tihuana para falar um pouquinho sobre essa turnê comemorativa  e ainda de quebra tem presentinho pra vocês.
Se liga só:

Los 3 Marketeiros: Como surgiu a ideia dessa turnê comemorativa “Ilegal”?
Egypcio: Na verdade a gente ficou de férias, quase dois anos e cada um de nós foi fazer outras coisas nesse meio tempo e deu uma saudade de tocar junto. A gente queria comemorar, porque é o nosso primeiro disco, “Ilegal”, que também é o nome da turnê “Ilegal 2016”. A gente quis fazer uma volta nostálgica, ao final dos anos 90, onde a gente compôs esse disco e foi onde a gente começou a tocar em rádios, aparecemos no cenário nacional. Entre outras coisas, a gente ganhou disco de ouro, com mais de 100 mil cópias vendidas, tocamos no Rock In Rio. Enfim, aparecemos com esse disco e aconteceu tudo de uma vez só. E a gente curtiu tá voltando a essa época, estar ouvindo as músicas de novo. Tirando as músicas de novo, porque na verdade a gente acaba acostumando e pega uma certa intimidade com as músicas e acaba tocando ela um pouco mais rápido, muda um arranjo aqui, mudo a melodia, o jeito de cantar. Então pra poder tocar ele na integra, a gente teve que ouvir muito pra voltar a tocar, seguir o andamento das músicas, os arranjos, tudo. Pra ficar igual ao disco. Pra gente tá sendo muito legal essa turnê, começamos no último sábado em São Paulo, estamos muito satisfeitos com isso.

L3M:Vocês sempre disseram que “Tropa De Elite” representavam vocês. Ela ainda é a música que mais representa vocês?
E:Nem sou eu que posso dar essa resposta, porque na verdade as pessoas nos vêm assim. Tipo assim, eles pensam em Tropa De Elite, ele pensam em Tihuana. Pensa em Tihuana, pensa em Tropa De Elite, na música e no filme né?! Então é um negócio muito louco, as três coisas andam juntas. Não tem como a gente sair fora disso.  É uma coisa que a gente só tem a agradecer, é uma música que a gente marcou pro resto das nossas vidas, nossos netos vão contar. Falar assim: “Olha essa música era do meu vó”. Vai ficar pra história.

L3M: Além da turnê vocês têm em mente mais algum projeto para esses 16 anos de “Ilegal”?
E:Nós gravamos o show no Kazebre (casa de shows em São Paulo), mas a gente não tema a intenção de lançar. A gente vai ver como ficou ainda, nós gravamos áudio e vídeo. Na verdade tá tudo surgindo espontaneamente, não tem nada planejado. O planejamento é fazer uma turnê pelo Brasil, comemorando esses 16 anos de “Ilegal” e se divertir. A gente tá tocando músicas de 20 anos atrás.


Após o bate papo com Egypcio, a banda toda autografou um violão, juntamente com o Projota, para realizarmos um sorteio.
Fiquem ligados na nossa página que em breve divulgaremos o regulamento.





sexta-feira, 27 de março de 2015

Entrevista com Egypcio


 
Ontem tivemos a honra de entrevistar o líder da banda Tihuana, Egypcio. Ele respondeu com toda simpatia as nossas perguntas.

Além de falar sobre o Tihuana, ele também comentou sobre o seu projeto paralelo Urbana Legion, a expectativa para o João Rock e muito mais.

Confira abaixo a entrevista.      

Marketeiros:  Egypcio, você imagina que o Tihuana alcançaria o sucesso nacional? E como foi lidar com o sucesso?

Egypcio: Na verdade eu nunca tive a ansiedade de ter uma banda e achar que ela faria sucesso. Eu acho que as coisas acontecem quando a gente está desencanado e foi o que  aconteceu com o Tihuana. Já tive outras bandas, com outros integrantes , tô na estrada desde 1985 e o Tihuana só foi acontecer em 1999, demorou bastante. Estamos desencanados e uma hora aconteceu, estamos no momento certo, no lugar certo, na hora certa. Tivemos uma contratação de uma grande gravadora, que foi a Virgin, o Rick Bonadio foi o produtor dos nossos cinco primeiros discos. A gente se cercou de pessoas, que nos ajudou muito e deu tudo certo.
Esse lance de lidar com o sucesso, acho que quando você é um artista novo, que aparece para o grande público e tal, você é uma novidade e mexe com a cabeça das pessoas. Elas querem estar perto, um foto, um autógrafo, tudo isso é consequência do teu sucesso e essa galera faz com que teu sucesso fique eterno. E nós sempre tivemos um bom relacionamento com todos os fãs.

M: O Tihuana já tem 16 anos de carreira e trás vários hits. Qual música você mais gosta?

E: Puts , é difícil. Dizer um só é complicado (risos). Vou dizer que eu mais gosto, me orgulho muito dessa música, acho ela muito bonita, sempre vejo nas rádios ou nos shows mesmo, é Que Ves. Essa música foi um divisor de água nas nossas vidas, na época do primeiro disco. E é “do caralho”. Eu amo essa música (risos). Agora tem as outras, tem Um Dia De Cada Vez, tem várias, inclusive Tropa De Elite, que nos trouxe uma imortalidade pro rock nacional. A música vai se tornar imortal, meus filhos, meus netos, sei lá, vão ouvir essa música e vão dizer : “ Essa música é do meu pai, do meu avô, sei lá e tocou em um filme que era foda”. A gente conseguiu marcar na história do rock e do cinema nacional com essa música.

M: Muita gente rotula vocês como “A tropa de elite”, isso incomoda vocês?

E: Não, de jeito nenhuma. Tanto que nosso DVD ao vivo se chama “Tropa De Elite: Ao Vivo” (risos). A gente se alto denominou  lá no inicio, quando lançamos a música, nós brincamos na música falando que chegaríamos com uma banda nova, que ia pegar um, pegar geral e também ia pegar você, chegou a tropa de elite. A tropa de elite é nós, o Tihuana, claro que até me orgulho de ser a tropa de elite. Mas a tropa da música, do rock brasileiro, sem relação com a polícia, claro.

M: Falando agora sobre o seu projeto paralelo, o Urbana Legion. Como surgiu a ideia do tributo e o convite para Lena (ex- A Banca) e  Marcão (ex-CBJ)?

E: Sou fã de Legião Urbana desde os meus 14, 15 anos quando eu conheci a banda e passei a ir a shows. E em um período meio parado tanto de agenda, quanto de composição do Tihuana, eu já tinha tido essa ideia e já havia comentado com a Dado Villa Lobos e ele curtiu a ideia e me desejou boa sorte. Um dia trocando ideia com o Marcão no estúdio dele, eu comentei sobre o tributo que estava montando ele se mostrou muito fã da banda também e eu já logo fiz o convite “Quer entrar pra banda¿” (risos), e ele “Porra, to dentraço. Mas quem é a banda¿”, “Sou eu e você por enquanto” (risos). Ele me perguntou se tinha baixista, disse que não, que era só eu e ele por enquanto, dai ele deu a ideia de chamar a Lena. Eu já tinha ouvido falar muito bem dela, o próprio Champignon já havia me falado dela e topei na hora. E ai achei bacana chamar meu compadre, PG do Tihuana, que é um baita batera, pra ficar tudo redondinho.
Esse projeto ele reúne os quatro primeiros discos da Legião, que é a fase mais punk rock, poética, protestante, política. Enfim, tudo de melhor do Renato estão nesses discos ai.
(Para conferir Urbana Legion clique aqui).
 

M: Em 2012 o ator Wagner Moura participou de um tributo ao Legião Urbana e foi muito criticado. O que você achou do desempenho dele?

E: Eu estava nesse show a convite do Dado e ele realmente foi muito criticado. Eu acho o Wagner Moura um puta ator, “fudido”. Foi protagonista dos dois Tropa De Elite, só que ele é um puta ator, ele não é cantor e pra você cantar Legião Urbana é complicado. As pessoas acham que é fácil, mas não é tão fácil assim e eu acho que ele só percebeu isso quando chegaram as críticas. Eu estava lá e sinceramente também não gostei, ainda mais por eu ter visto três shows com o Renato. Fui na esperança de ver um show renovado e lá tinha um cara que é um baita sucesso nas telas e tal. Eu até achei que ele cantasse, porque soube que ele tinha uma banda e tals, mas realmente não deu pra ele não.
(Para ouvir Wagner Moura no tributo clique aqui ).

M: E qual é a expectativa para o João Rock, o primeiro grande festival da Urbana Legion?

E: Nosso primeiro grande festival, estamos muito ansiosos. Eu acredito que vai ser animal. Não vamos tocar no palco principal, mas eu sei que o festival  é um sucesso, a galera vai lá pra curtir e a gente ta lá pra mostrar esse tributo pra galera. E vai ser um grande show.

M: Qual o álbum do Legião que você tem mais afeição?

E: Putz, pergunta difícil. Desses quatro  . . . Meu Deus! Sei lá. Mas vou falar que o “Dois”, ele é inexplicável, esse disco é perfeito.  É tão “foda”, que nesse tributo a gente toca o disco praticamente inteiro, a gente só pula uma faixa, que é uma vinheta.
Egypcio e seu filho Pietro em um show

 
M: O que seus filhos mais novos não podem deixar de conhecer no mundo da música?

E: Ah, o Pietro que é o menorzinho, tenho a Catharina que é a neném, mas o Pietro já entende bem de música, o moleque é dureza. Ele gosta muito de Legião, gosta de Tihuana (risos), gosta de Mamonas Assassinas, AC/DC, Black Sabbath, Led Zeppelin, Kiss. O moleque é antenado.
 

M: Ano passado uma banda de rock ganhou um reality show na tv Globo (Banda Malta). O que você acha da retomada do rock nacional na tv?

E: Eu achei muito bom, por se tratar de Globo, ela dita moda no nosso país a muitos anos, então esse destaque do rock pelo Malta foi muito legal e de qualquer forma vai estar popularizando o rock.

M: Você tem alguma banda nova pra nos apresentar?

E: Tenho sim, um banda nova que se chama Dona Cislene lá de  Brasília – DF, é puro rock. Procurem saber. 
(Para ouvir Dona Cislene clique aqui ).

M: Como nossa página além de música também trata de séries, games e filme. Tem alguma série que você acompanhava ou acompanha? Quais?

E: Eu gosto de alguma séries. Tem alguma que eu acho bem legais, gosto de Lost, que eu adoro, tem The 4400, que é na linha do Lost, só que mexe com alienígenas. Ah, não vou citar as que passam na tv, que são mais populares e todo mundo assiste (risos). Mas eu gosto dessa linha do Lost, de suspense, com umas viagem meio “Caralho, que viagem essa do cara”.